13.3.11

this is a real? come on...

- Fomos feitos um para o outro – disse.
Tentei tapar a gargalhada que se formava. Escondida entre a mentira da sua piada e o ardor do seu nome no meu pulso.
- Não achas? - Insistiu.
Disse-lhe que sim, numa anedota jamais contada, numa ironia muitas vezes usada numa afirmação falsa. Ria-me porque tinha dor, porque as feridas abertas, agora meio secas, me faziam uma comichão enorme no braço. Ria-me pelas mentiras que ouvia ele próprio dizer, pelas mentiras onde me aconchegava para não ter de amar outro alguém, se não, ele próprio.
Então surgiu voz do fundo da minha garganta, surgiu a coragem:
- Não percebo foi essa afirmação agora? - Disse-lhe com um sarcasmo meio disfarçado.
- Porque percebi que por mais que nos tentem afastar voltamos sempre. – Respondeu.
- A única pessoa aqui, que nos quer separar és tu! – Não lhe disse nada mais.
Consegui perceber a falta das suas palavras, a voz da mentira sem resposta e toda a sua falsidade a escorregar pela própria farsa.
Mais uma vez ganhei.



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