Estou a ver o sol brilhar, a relembrar como se tudo tivesse voltado facilmente à memória, num puro sentimento súbito de me mostrar que o que fui pode mudar o que sou.
Sou caderno de capa preta, rasurado de lápis de carvão em frases escritas com raiva, caneta preta onde dela escorreu poesia, de caneta azul onde se formou contos da minha vida passada relembrada em textos totalmente deprimentes.
E riu, gargalhadas sonoras que se ecoam pelo quarto em tons de laranja e verde, cores já tantas vezes desejadas como mudança e esperança de trazerem a esta vida cor, uma vez que continuo a personagem a preto e branco onde de nada interessa as cores do mundo, mas sim, as cores da alma.
Engraçado tal sentimento, possui a vivacidade na vida mas não no peito. Até entrares no meu caderno, tornaste-te, desta forma, a mais confusa escrita. Textos compridos de fantasias e loucuras num país distante deste aonde temos colocados os pés, só mesmo porque a gravidade nos mantêm cá.
E da minha boca roubaste-me a fala, as palavras que tinha para protestar foram se guardando sem rancores. E a impotência venceu-me como nunca tinha ganho. E a culpa foi tua, escreves-te em mim prosas de amor, esperanças em cada palavra escrita com elegância e leveza a cada passar de tinta. Sem dor. Com paz. Crias-te historias nas minhas paginas, deste vida as minhas linhas e em cada ponto final metes-te, logo a seguir, um paragrafo.
No final, escreveste:
E vivemos felizes para sempre

O teu melhor texto minha princesa... :)
ResponderEliminarAmo-te Nessie