2.9.11

beautiful lie

Mente,
Mente, nessa forma abstracta. Nessa linda forma que fazes em que nem te apercebes das consequências que acontecerão dentro do meu peito, da mágoa que cá acrescentarás. Mente como se fosse essa a acção principal da nossa história, como se fosse essa a moral que tentas passar as pessoas que virão repetidamente as nossas cenas, nesta serie em que amar é mentir como quem respira.
Acredita tanto nestas ilusões quanto eu, dá me a mão para caíres neste penhasco que nos espera mais uma vez.
Não percebo claramente porque ninguém entende o complexo das nossas palavras, do nosso amor criado numa base que se desmorona e que nós voltamos a reconstruir. Podem-me dizer que acredito em coisas fáceis que não tenho coragem para não lutar por algo decente, mas digo-te, decentemente luto todos os dias, meto as balas na arma, pego na camisola e saiu à rua porque cada bala que me atingir não será a morte mas sim apenas mais uma ferida, que se fechará e eu terei orgulho um pouco ferido que este será o único amor pelo qual irei lutar e nem mil homens me impedirão.

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