12.9.11

réplicas:

Tenho andado cansada amor. Já não sei se é mentalmente porque parece que andas a desgastar todas as pequenas forças que tinha para lutar por nós, e o mundo desaba e desaba enquanto eu vou me agarrando as pequenas coisas de ti, mesmo pequenas, quase insignificante.
Porém tudo insiste, o mundo não hesita nem uma fracção de segundo. Continua lutando nesta destruição e algo me diz que desista, que batalho há muito, que já não há batalhas para ganhar nesta guerra a não ser feridas. E sinto um abismo enorme atrás de mim, tu já viraste as costas e pouco te importa a altura da queda que darei. Afinal sobrevivi a todas elas, mas nesta (admito sem qualquer receio) desejo cair e cair de uma forma que não volte a acordar para esse teu pedaço de chão imundo.
Já não há nada nesse teu lugar, perdeu o hipnotizante reflexo de luzes, as estrelas mais brilhantes foram-se apagando, o sol já não aquece, e as flores morreram. Direi que chegou aí o inverno, nesse teu mundo, já nosso e cuidado, mas agora, teu.
 Deixarei nas tuas mãos o nosso mundo, teu alias, vive nele torna-o no que achares melhor e se o tratares obviamente (coisa pouco tua não é? Tratar de algo. Porque supostamente, quando a gente ama a gente cuida.)
E caí.

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