“O que é o amor?”
Todos nós somos um pequeno ciclo, cachopa. Nada se perde, nada se cria e tudo se transforma. Se soubesses, meu deus se soubesses. Não terias perguntado. A mim, logo, a mim. O que é o amor.
Não me farias recordar carocha. Recordar. Logo agora que o meu monstrinho estava resguardado no fundo do meu ser, juntamente, com a minha alma. Carocha, carocha…
O amor. O amor é poemas. São canções de violão e de fado. É bailados tristes. É teatro de morte. O amor é feio.
Papoila… o amor é feio.
E se soubesses, cachopa. O amor dói. Dói tanto que mata e esfola. O amor, menina, é coisa de gente pequena. A gente grande já não ama. A gente grande já perdeu a fé.
Ai, meu doce.
O amor é perder e ganhar. Morrer, por vezes, sem chão. O amor é os dias de sol e as músicas de piano que tocamos à tarde. O amor é o mundo que corre pelas ruas, como se fossem, as artérias do corpo de alguém.

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