25.5.14

Vazio:

Não há história por entre os braços cansados de quem amas, há segundos escapatórios do pleno ser ao pleno amar, segundos impróprios de uma insegurança segura e há uma enorme vertigem entre o que está perto.
Não me ames tanto. Peço-te. Sinto o medo a preencher-me os poros e cada célula do meu frágil corpo humano. há amor em mim e esse, eu quero dar-te, fica com ele por favor. Ele sufoca-me a alma e confunde-me a mente. Guarda-o e fica longe nessa tua proximidade de quem quer domar quem nasceu sem casa. 
Não há história na partida de quem amas. Porque nunca houve história nos braços da pessoa que chegou e que ainda não amas, porque a história veio pelo meio do cansaço, veio por entre os poros, por entre ilusões do peito. A história faz-se nas vertigens da descoberta, nos medos das desilusões e no uso exagerado da palavra muda "amor". A história, é apenas um termo para nos afogar em lembranças que nos  matam em choros calados e sentimentos inundados em pura angústia. Por isso, fica com ele. Por favor, se for para morrer que morra sem me lembrar da palavra que me matou.

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