3.9.14

Desabafos

Não há nada mais tenebroso do que morrer de amor, quando o chão cai e nada nos agarra na profundidade da alma. Nunca se sabe o seu tamanho até que se morre e morre-se tantas vezes sem morrer, que a alma vai se tornando minúscula. 
A minha alma amor, vive de saudades e morre a cada partida como se não houvesse um pequeno contorno, uma pequena mudança...
Lamento todos os dias a tua perda, a minha perda a nossa morte. Lamento o tempo passado em que não vivi realmente e em que me esqueci de sorrir ao teu lado, esqueci-me do tempo e da ousadia sem medo. Sem medo. E eu que vivo nele.
Talvez lamente, mas não perdoe.
Não há perdão para quem nos tira a alma.

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