27.5.15

Transparências:

Somos o nada. Somos o vácuo de universos infinitos e defuntos, estrelas puras em decadência e nada mais que seres iluminados em vez de seres luminosos, somos aqui e somente aqui, a sombra e a penumbra que a alma nos obriga francamente a carregar. 
Sinto-me o nada neste conhecimento vasto de drogas e amor. Sinto-me fraca e  rendida ao teu esquecimento mais nobre, que te trouxe na forma mais insensata a sensatez, que te obriga a reviver o que vives sem margens para passados recentes. 
Vó, não somos nada mais que memórias, vidas nobres e fúteis, de quem só soube amar tarde.

Sem comentários:

Enviar um comentário

cenas: