12.5.15

Vó:

Trazes em ti todo o amor do mundo. E eu sei, eu sei que o escrevo biliões de vezes e nunca te direi. Creio que esta imensidão de mundo tornou-me muda, sei apenas escrever-te na minha forma mais sensata e sentida. 
Gosto-te tanto. 
Vó, há paz em ti, há a sensatez dos amores perdidos e dos valores adquiridos no desgosto mais puro em si. Há o sonho, meu anjo, o sonho mais leve e infantil que vi nascer da alma, és em ti aquilo que aprendi em cru, a magia percorrida numa vida básica, uma fé sem saberes vinda de uma ignorância vivida. 
Sei de ti, como tu não sabes mais de mim, como vais esquecendo ao pouco o meu nome, do ser que mais te amou no universo. És a minha maior admiração na história inteira, a minha personagem preferida numa obra lírica, num teatro épico, num filme dramático. És o ser dos seres, e o saber dos saberes. És a minha alma completa. 
Tens em ti, os olhos de uma criança pequena e o riso de pura alucinação. E nós ficamos vó, sem proferir uma palavra, sorrindo e relembrando todo o mundo que nos deste.
Vi em ti todo o amor. Muito obrigada.

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