5.6.15

Bicho da seda:

Entreguei-te milhares de milhares de sonhos como quem entrega a uma criança uma caixa de cartão repleta de bichinhos da seda. Não me retrai sequer com o pensamento de que poderias vir a ser daquelas crianças sem noção que na melhores das hipóteses deixam o bichinho passar fome sem a oportunidade de um dia virarem borboletas em casulos, diria também que te conhecia o suficiente para saber que não me irias libertar nas mais puras das liberdades num mundo que desconheço.
Sei bem, que me ias manter assim, fechada como que numa caixa de cartão, com furos para respirar, uma espreitadela de vez em quando e alimentação meio regular. Irias ser um pouquinho egoísta e não contar aos amigos, apenas tu, abrias a caixa quando o mundo não te chamava para ele e espreitavas, uma risadinha infantil, um toque meio frágil e fechavas tudo de novo. 
Que tipo de amor mais tolo.

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