21.8.17

Morada

Estás ai? Acho que pode ser amor. Esta força que transcende a minha. A inevitabilidade de gostar do cheiro e do toque. A perda da integridade e da vergonha.
Não morro de amores, não falo com paredes. Não choro a meio por perdão de algo que não preciso ter. Parece algo antigo, nunca novo. O clichê de parecer casa.
Sinto-lhe o medo e o amor. Exponho o amor e o medo. A saudade que em mim abala o esquecimento. Sabes que nunca fui de mostrar. Que a criança em mim sempre foi teimosa e longe de precisar de amor, mesmo quando quis-te dar amor. Mesmo quando vi o amor em ti e nas pequenas coisas que trazias em ti. Vó, talvez seja amor. Talvez seja só desvaneio em mim. Não será isso? Desvaneios breves. Afinal, o que é uma casa sem desvaneios nela?

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