Sou rebordo de um rio não navegado. O cais nunca criado. O riso dos bêbedos pela manhã. A que vive na mentira e nos desamores de quem não ama. Sou a mentira em mim e o trespasso do desgosto.
Sou a imagem de criança nos olhos tristes e na sua gargalhada profunda. Sou a bailarina da casa do fundo da rua. Sou o esmorecer da casa do cimo da rua.
Sou feliz em ti. Guardo-te em mim.
Sou o sonho da tua memória. A tua volta de quem não volta mais.
Com amor. Da tua neta.
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