17.10.18

Sermões

Comportei-me na pauta que colocaste em cima da mesa de jantar e dancei cada nota como se fossem silêncios de poetas perdidos.
Encontrei-me sentada na beira da cama a rir-te em tons de mudos e fogueiras. Pois os segredos são construídos nas mentiras e nos amores da alma.
Voltaste como quem nunca saiu e com o teu lado da cama ainda morno que ocupei na espera inalcançável do teu sorriso. Eras uma criança, retornaste homem.
Mas as almas são mudanas e as tempestades que nos trazem nunca são as mesmas. Permanece apenas a destruição.
E este sermão que a vida insiste em dar como feridas abertas no corpo.

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