30.10.10

Já lá vai o tempo que adormecia com o som de piano na sala, que esperava o bater das panelas, que assinalava, a chegada do pai natal ou a barbie recebida cada vez que se fazia analises. O tempo agora parece passar tão rápido que parece que foi ontem, que brincava livremente pela relva do parque do Montijo, que sonhava ser cantora e imitava o filme das princesas procurando as roupas que tinha mais semelhantes.
Agora, sento-me no baloiço do parque infantil e sou expulsa por ter excesso de idade, se uso meias ás cores é demasiado impróprio, se dou uma voltinha de ballet no meio da rua é mais um fipe.
Digam-me, agora, se é mesmo aos 18 que se alcança a liberdade? Claro que não, liberdade era na infância, a vontade e esperança que encontrávamos em cada coisa que fazíamos, a imaginação que tínhamos cada vez que decidíamos brincar as lojas ou algo do género. Há medida que envelhecemos, a vida domina tudo o que temos, achamos que ao esquecer o passado teremos uma nova vida no futuro, mas não passa tudo de uma grande mentira.
Porque quem não tem saudades de entrar as 9 da manha e no intervalo brincar as floristas, quem não tem vontade de correr novamente como se não houvesse limites e achar que tudo tem beleza?
Como dizem, as crianças são o que o mundo ainda pode encontrar de puro, porque elas apenas se preocupam em viver, em ser amadas e mimadas. E assim, me pergunto…. Para onde foi toda a magia?


Daniel: “ uma vez achei que podia saltar bué alto, mas quando saltei, vi que não passava de um simples salto!”

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