29.10.10

v.f

Quantas vezes queres que te diga, que nada te posso prometer? Que se não sei se irei apanhar a lágrima que iras deixar cair, se te poderei ou não proteger do frio que vem agora com o Inverno.
Só tenho certezas do presente e lamento isso, lamento que a minha esperança já não seja a mesma de há anos atrás. Que a minha personalidade tenha mudado, ou talvez, tenha sido a tua.
Apenas me lembro do nosso passado, do medo de crescer, do sonho de nos tornarmos adultas com a personalidade de mudar estas almas mortas que por aqui caminham. Do sonho de ter uma casa do meio do geres, com paredes apenas de vidro, de vivermos lá a apreciar o calor do verão, com os raios de sol a tentarem quebrar pela densa vegetação, ou o Inverno cinzento, com as gotas de chuva a tocarem a melodia e a formarem um novo riacho.
Apenas sei, que os sonhos perderam toda a magia, tornaram-se sonhos banais sem paciência para com o amanha. Os dias já não tenham o sol, que odiavas no verão, nem os dias que adoravas no Inverno. Apenas sei que já nada faz sentido, que a trovoada já não me pareça um filme cómico de terror, que a falha da luz seja o aparecimento de uma minhoca gigante. Sei, hoje, que éramos opostos de uma vida, mas o significado de um futuro, que  sei, não deveria ter prometido.
E assim, acabam todas as histórias reais…sem finais felizes, apenas como memórias de uma nova vida. Esta nova vida que tento agora começar, com a esperança que um dia ainda voltes para me acompanhar.


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