6.11.10

morreu!

Caminho pelas pedras sujas da rua como se cada uma retrata-se a sepultura do nosso suposto amor. Tenho um gorro na cabeça e uma camisola de lã, no peito tenho o tiro que me deste na alma e nos olhos o retrato de uma vida retirada, de um sentimento como por trocada e uma alma deixada.
Se era para termos um fim, pois já o tivemos, já o conseguiste e até o mereces-te. Estás feliz?
Então é o que interessa, é o que me permite, ainda assim, levantar-me da cama e passar por ti no meio da rua. É o que me permite lutar, ou melhor, respirar pelo pedaço de vida com que acabaste.
Respiro para puder ajudar aqueles que me amam, para olhá-los e dizer-lhes que nunca desistam do amor, de sonhar e de acreditar. Estou aqui para os ajudar a levantar quando caírem, e assim, ajudá-los a ultrapassar.
Pensando bem, não estou aqui por ti, mas sim por aqueles que me permitem ter um sorriso espontâneo na cara. E quando me sento a meditar não peço nada a deus porque não tenho crenças, apenas sento-me e penso porque tenho esperanças.

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