Sabes quando pedes a Deus um desejo, quando te metes no escuro da noite, com as lágrimas nos olhos a rezar por debaixo dos lençóis? Eu também o faço. Por mais que diga que não tenho fé, existem dias que a única alternativa que encontro é simplesmente rezar, quando a minha luta chegou ao impossível, ao meu ponto de saturação único, a minha desistência física e psicológica leva ao ponto de acreditar em algo superior.
Mas admito não me ter levado a lado nenhum, sempre soube e saberei que de nada vale desejar, que a fé é esperança mas é nula. Talvez seja limitadamente uma nova razão para acreditarmos em nós próprios ou então para acordarmos e vermos que tudo permanece igual ao lixo que acumulamos, as asneiras que criamos e aos erros que cometemos. Mas, no entanto, rezamos.
Fazemos uma oração e imploramos aos céus que tudo volte, que a dor passe, que a felicidade surja e que a esperança nos alcance. Mas são anos em vão. São lágrimas a escorrerem de uma perda jamais recuperada, são desejos de sonhos jamais realizáveis, são pedidos, exactamente, pedidos ao ar. Como disse e repito, Deus tem todos mas ninguém tem Deus.

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