“estou aqui, comigo e contigo, no limite da minha inocente loucura”
não sei, quantas vezes escrevi esta frase. Fui a sua criadora e foi com ela com que me identifiquei, para quem sabe e para quem entende o quanto a ilusão basta para vivermos num beco sem saida.
Não sou estupida ,ou talvez seja, o suficiente, para cometer esta loucura de acreditar em que a tua mudança sera um dia realizável. Quem sabe seja mais uma dessas que tanto critico, tenha virado uma dessas que se apaixonam e sofrem por algo jamais alcançável.
Quem sabe nunca passarei de uma sonhadora…
Mas foste meu, tenha sido contra ou a favor da tua vontade, já me pertences-te e não podes, simplesmente, nega-lo.
Foi contigo que entrei nesta obcessao. Nesta loucura de dor sem razão, nesta estupidez de virar cega por aceitar que não valia a pena olhar. Foi por ti que aceitei perder a minha força para virar num grande alvo humano, mas pensando bem, talvez sejamos todos.
Tudo isto para te dizer que acredito estares aqui, que acredito realmente na mudança e que um dia voltaremos atrás para apagar e reparar todos os erros. Que sei que um dia tudo voltará a ser perfeito, que voltarás a ser tu a me adormeçer, a ensinar-me como caminhar, a correr atrás de mim para não cair ou simplesmente a ajudar-me a levantar.
Pode ser tarde mas julgava ter-te dito que amava-te.
Talvez por te-lo dito tantas vezes mentalmente que me esqueçi de dizer-to em voz alta, mas desculpa-me é um erro meu. Não me lembro que as pessoas não escutam os meus pensamentos e por isso não o digo constantemente. Então digo, aqueles e a ti que não ligam as minhas definições de amor, aos meus sinais afastados e mal demonstrados de afecto. Eu amo-te, ouviste?

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