Vamos ser honestos, volta imediatamente para junto da cama, deixa-me encaixar as minhas pernas nas tuas e colocar a cabeça no teu peito que se movimenta constantemente devido á respiração que efectuas. Partilha comigo, os teus sonhos, os teus medos e admite num abraço que pretendes continuar a meu lado, mesmo depois de todas as desilusões.
Estou te a implorar neste jeito meu, onde as palavras nada são porque com elas não sei me expressar, parece que ficam presas e vão fazendo força para não saírem, obrigam-me a engolir em seco e fazer uma figura de idiota quando peço para que me escutes mas nenhum som saí.
Eu sei, estupidez minha. Por isso, olho-te, aperto-te com força porque também não sei dar carinho, sorriu nesta forma idiota e conto-te uma carrada de parvoíces na tentativa que construas um futuro a meu lado, mesmo que saibamos que são mais mentiras minhas e que no fim, uma nova desilusão surgirá, partindo ambos os corações e a tornar-nos estranhas em dias que se seguem.
Mas essas construções de sonhos irrealizáveis mostram, para mim de forma explicita, aquilo que quero, os sonhos que pretendo e sei serem impossíveis. Lamento então, mas aos poucos também me desiludi a mim porque pensava conseguir concretiza-los tendo-te a meu lado, e por isso fugi. Demonstravas a minha fraqueza numa noite de franqueza e de sonhos, daqueles que ninguém obteve.
Sim, amei-te, mostravas quem eu era mesmo quando eu julgava não o saber.
p.s: continua a lutar, é o que me resta

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