Sinto muito… não numa tentativa de reverter o que fiz. por mais que me odeies neste momento, por mais que me culpes por uma decisão precipitada…é o melhor.
Tens razão, não sei o que sentes. Não sou ninguém para vir falar do que tens dentro do peito, desse consumo que eu fiz com que reaparece-se. Não sou ninguém.
Nunca fui, nunca serei. e tudo o que fiz não passara de um mero caso, de uma simples questão de existência. E mato, cada ser que me ama, desaponto e esmurro com promessas falsas.
Portanto antes de as fazer-te, acabo com isto. Com a dor que viras a possuir quando perceberes que eu (eu este ser estúpido e egocêntrico) não sei e não pretendo amar.
Mas amo-te, por mais que me custe…
Não há nada a fazer. Estou-te a proteger de mim, desta minha outra forma que muitos conheceram quando os abandonei, depois de ter prometido uma vida a seu lado, essa vida que uns tem sozinhos e outro substituíram por alguém que soubesse caminhar.
Por isso, antes que prometa e venha a acabar com a tua alma, antes de te consumir por completo, antes de te entregares numa segurança certa…deixa-me dizer-te que sou masoquista, que não sei amar, que não cumpro promessas, que fujo e sou óptima nisso, que abandono, que tenho um péssimo carácter, que desisto, que já desisti… de mim.
Por favor, se me amas, desiste também.
Esquece o meu corpo, a minha voz, o meu olhar. Esquece o meu riso, a minha lágrima, o meu sorriso…a nossa historia. E se doer muito, então, recorda como algo que já passou. Fomos um conto de fada curto. Fomos ímanes do mesmo pólo (não se juntam) porque algo em mim me repeliu de ti. Talvez, por já me estar a perder demasiado nesses teus olhos que me ocupam os sonhos e me enche a noite.
Acabou porque eu quis. Porque quem ama, protege. Entende isso…estou-te a proteger de mim.

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