18.5.11

desabafo 2

Estou a cama bem quietinha. À espera que o mundo passe por mim sem notar. Expectante não pelo futuro mas pela morte.
Um consumo consumidor da minha alma. Uma ressaca alucinante de sofrimento e memorias que me dão espasmos e me contorcem a mente em dores que me preenchem.
Não sei viver sem dor.
Habituei-me ao gosto da derrota, à dor da alucinação que a prévia loucura me possibilita, levando-me em calmos passos ao rastejar quieto do meu caminho tão adverso a este teu mundo.

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