16.6.11

conto:

Ouvi pelas vozes do vento que estarias prestes a chegar. Cavalgando pela calçada, com os bolsos cheios do vazio e na sacola uma espada da humilhação. Vieste vestido de futuro, com os olhos da cor do passado e palavras cheias de presentes, cabelos cheios da vida e preenchido de ignorância e insatisfação.
Pena dos que amam e amigos dos que enganam. Jogador audaz de enganos onde satisfações dão a prazeres pouco soberanos. Diria, que estavas a chegar com a visão posta no medo, lutando com o orgulho pela venda da tua própria alma. Vieste duma cidade construída no deserto onde ilusões criaram casas com paredes de mentira, onde vivias no maior palácio lá existente e dormias sobre um tecto aldrabado.
Era perfeito esse teu mundo. Ao chegares, foste devastando sinceridades em sorrisos, invejas-te pureza dos felizes e lutas-te contra aos que lutam pela vida, destruindo ao passar com breves suspiros de desgosto pela parte de ti que se apaixonara pelo que nunca tiveras. E assim, criaste o escuro onde havia sol, tentas-te colocar morte na vida. Mas os lutadores permaneceram escondidos pela luz que faltava e mostrando que corações vazios são reis do nada.

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