Bem, virei outra página da minha vida. Custou-me um pouco, era pesada e a força que tive fora utilizado para tentar chegar as folhas em branco que esperam uma nova escrita daquilo que sou.
Mas alcancei. Agora limito-me a esperar, estou imune da dor por estes meses de isolamento adorável do qual aproveitarei, será algo que me fará pensar e voltar a minha antiga frase: “desta vez tu (amor) já não entras”
Por estas horas vou-me afundar na cama, meter os phones nos ouvidos e desejar o que não tenho, o que já tive e a pensar no que terei. E será uma noite calma porque o amor saíra-me do peito, devagarinho como quem faz uma limpeza e refresca a alma com a brisa do mar. Este sono que desejava por vezes que fosse eterno, para alivio de almas de uns e paz para a minha, numa chegada ao meu mundo encantado onde ele (e desculpa mas hoje sinto uma necessidade enorme dele) será sem duvida o amor inacabado que me esperará.
Não duvido de nada, neste momento apenas ele me vem a memória. Das palavras duras que me disse mas o único para quem implorei mil vezes perdão, a quem dirigi grande parte deste meu livro. Enfim…
Não foi por algo mau que virei as paginas, foi na necessidade que tenho de fugir e também porque quero acreditar em algo que não fui capaz…amar. Mas amei, nunca de uma forma perfeita mas amei.
Nada faz sentido do que escrevo, vim aqui explicar algo que fiz, a razão de uma dor sem razão, a dor que provoquei a ti e a ele. Uma necessidade minha, uma escape meu, uma nova vida onde irei empurrar tudo bem para baixo.
Portanto, adeus. Os caminhos seguem-se, a felicidade surge sempre e não há alma gémeas. Há vontades de manter o amor que depois de apagado mantém lá o calor das cinzas que fará durar, no entanto não tenho essa vontade prefiro lançar um balde de água fria directo.
E amo num patamar fodido.
Bem, boa noite. Vou dormir num estado amargo cheio de mim, mentiras doces a cada sonho …

Sem comentários:
Enviar um comentário