(2 anos e hoje memorias)
Desculpa…
Esta noite, com os phones nos ouvidos, fechei os olhos e com tanta força para não perder a visão do teu rosto que me surgia perfeito.
Esta noite, estavas a meu lado. Quase senti os teus dedos na minha pele, os teus lábios de novo pelo meu peito invadindo-me, novamente, de ti.
Quis-te abraçar mas não me movi, a partida que a minha mente me provocara estava-se a tornar satisfatória. Uma doçura amarga de lembranças que pensava ter vindo a esquecer.
E as tuas mãos rodeiam-me a cintura, o teu suspiro nos meus cabelos e as tuas mãos apertam-me num nó de estômago.
“Estas de volta?” creio que perguntei num sussurro quem eu mal ouvi. A música embalava-me. Estava-te a ver mesmo estando virada para o lado oposto de onde vinha o teu cheiro. As tuas mãos passeavam em mim. Os teus dedos andavam pelas minhas coxas e suspirei de dor.
Esperei.
A música estava no fim, os teus dedos, as tuas mãos, o teu peito, o teu cheiro e o teu rosto em breve partiriam. De olhos fechados coloquei a melodia no inicio.
“Quero-te!” chorei por dentro e tocavas-me, agora no cabelo, na face. Os teus lábios andavam nos meus ombros.
“Estas de volta?” perguntei de novo e nada se ouviu.
“B. Estas de volta?”
E então cerrei os lábios, os teus dedos evaporam-se e a música acabou. Desliguei o som, tirei os phones e fechei os olhos. E juro-te que por momentos ouvi um “sim”.

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