4.7.11

pequeno ser:

Aceitas o mundo de olhos fechados, chamas final ao impossível. Pintas quadros com o meu riso e dizes que partir não faz sentido se fores contrariada. Viajas pelo meu mundo, julga-lo espectacular e crês que um ser como eu, é divinal.
Digo-te então, que criei este mundo para ti. Que escrevi estes poemas por me ver reflectida nos teus olhos, que viras-te o meu espelho da alma, o meu porto mais seguro, o meu refugio mais confortável. Chamar-te-ei de anjo. Serás o meu ser estroboscópico pelo qual me apaixonei loucamente. Serás as minhas regras ao contrário, serás as minhas barreiras sem limites.
Serás o sol da minha noite, a escuridão aonde me irei refugiar, o tempo que irei parar em cada beijo, serás a minha volta completa ao mundo. A loucura do meu próprio enlouquecimento. Serás o esquecimento das minhas cicatrizes. Serás os meus segredos a cada noite. Serás tu, sei que sabes que sim…

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