Boa noite meu anjo.
Chegando levemente, com os pés descalços no chão, a vida vai adormecendo a teu lado. Com o silêncio a ser interrompido pelo som que lá uns criam, o sol despediu-se à muito e vai a noite acabar para dar o lugar ao teu amanha.
Consigo ver-te mesmo no escuro, a janela rodada a meio para a luz fraca da lua entrar e banhar-te em sonhos calmos, invejosos e tão inocentes. A mim, já não sonho, a vida tornou-se para mim na vivencia do silêncio das palavras, adormecendo na pura escuridão na procura de uma solução e razão de sonhar. Tornou-se em medos, razoes nulas e sem tempo para querer, sem tempo para conquistas porque amar penetrou-me as veias e tornou-se oxigénio, que me falta tal como o teu silêncio em que palavras se guardavam e os teus olhos amendoados tudo explicavam.
E uma gota gorda sai-me do peito correndo pela face, na cama não estas e sei na minha consciência mais consciente que as saudades de ti me deram uma ilusão doce do teu rosto naquele quarto tão estranho a mim.

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