21.8.11

partida

Guardei-te, como se guarda um tesouro. Bem escondidinho entre os segredos e os amores, entre as paixões e as mentiras deixando-te bem afastado da dor, longe da inveja e das desilusões.
E mágoas não me faltam, mas sei, também que apesar de toda a dor, de nunca cumprires o que prometes, irei guardar-te porque descobri ser igual a ti. Descobri que me agarro tanto ao nosso passado que já nem sei se caminho direito ou torto, que aprendi a sonhar e a viver com as desilusões que me causaram, que a mentira faz sonhar, que sonhar fará sorrir e que esquecer é impossível.
Porem tal como tu, aprendi a fugir.
Sou livre mas ando com algemas, que tropeço no meu riso, que as cadeiras aonde me sento estão caídas no chão, que só viro na vida porque estou a ir contra os muros sujos da rua.
E calmamente irei agradecer-te porque aprendi que os maiores erros são aqueles que nos aprendem a sobreviver e por ti sobrevivo, eternamente relembrada e destroçada mas com um sorriso.
Portanto deixa-me ir, também tu. Neste barco só cabe um…

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