29.8.11

tretas psicologicas:

Estou sentada, consigo ver o dia passar, as horas a irem rapidamente como se nem fizessem questão de parar. E imagino o nada, o ar apenas, o céu e a liberdade que procuro e nunca encontrei. Talvez já a tenha tido, de uma forma tão disforme que nem reparei que a possuía nas mãos, creio que era escorregadia, um pouco semelhante a água que queremos agarrar e ela escapa, fugindo pelos espaços abertos entre os dedos das mãos.
E poderia voltar cheia de teorias, acabar com os sonhos de muitos e dizer logo, numa tentativa absurda de acordar os sonhadores deste mundo para a realidade em que os meus olhos vêem. Poderia faze-lo no meu acto egoísta e dizer que na vida apenas se sofre e o amor á algo em que não devemos, sem duvida alguma, acreditar. Poderia exemplificar com os meus desastres e com a tareia que o meu próprio destino me deu. Mas não daria em nada.
Podia apenas fechar os olhos, desistir mais uma vez, sentar-me na cama com a janela aberta e ver assim o dia a passar. Ver as horas, os minutos e recordar lentamente cada erro, cada passo e cada memória. Poderia dizer que amei e que me desiludiram, poderia dizer que amar não tem felizes para sempre mas também não o vou fazer.
Porque amar tem finais felizes, porque eu de facto desisto e eu de facto vou me sentar na cama, com a janela aberta, ver os minutos, as horas e o dia a passar, vou ligar a música e derramar uma lágrima porque desisti e porque prefiro desistir que alcançar essa treta de um final feliz. E então “vivam os masoquistas”

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