Já fomos tão inocentes amor, percorríamos juntos, as palavras como se isso basta-se para um conto de fadas. Não te podia julgar nesse assunto porque de facto, eles só eram existentes nos livros que lia e imaginava para nós. Tu sorrias, mentias ou na altura talvez não, sobre o significado das minhas letras. Antes conhecias melhor elas do que o meu corpo. Hoje conheces melhor o meu corpo do que as minhas letras. Não te julgarei, direi palavras com as minhas letras e só por isso o meu corpo te responde.
Chamo-te amor, novamente. Percebi que não era por falta de uso dessa palavra que sairias do meu peito. Chamas-me amor, novamente. Voltamos a nós e aos nós retornaremos em actos caóticos de mentiras que não são tuas e de palavras que te dou, só vindas de mim.
Somos escritores de palmo e meio, eu invento paixões entre nós e tu inventas problemas ambiciosos que demonstraram amor, eu escrevo sobre ti nas minhas letras, tu escreves sobre ti ao pensares em mim nas tuas palavras e nada se resume.
Chamas-me a mim, aos gritos por ter usado as tuas palavras. Usas o meu nome e eu chamo-te amor. Queixas-te e gritas por ter dito ao meu corpo para usar a tua escrita, sentiste enganado e menti em actos caóticos. Não sabia, peço perdão. Não sabia que só recebias letras e só isso poderias receber, usei a tua escrita e soube como era ser poeta sem saber à mentira do ser que te dá o corpo em escritas de paixões.
Tenho dito
P.S: para bom entendedor, meia palavra basta. Este texto é sem dúvida uma enorme crítica negativa à tua pessoa. Fica bem, meu caro

Sem comentários:
Enviar um comentário