1.10.11

matemático:

E de que nos serve o amor? Pergunto eu a ti, a esse teu pedaço que alojei dentro de ti sem tu próprio saberes que ele ai está, guardado algures no fundo mais fundo do teu miserável ser.
De nada, consigo perceber. Continuas a procurar as soluções no som da minha voz, a questionar-me se de facto será amor, aquilo que sinto, ou apenas o silêncio calmo e traquina daquilo que pretendes e não me dás a mim. E será amor? Se for de nada me serve.
Onde estas tu meu malandro? Agora que preciso das respostas macabras que nunca me deste, agora que precisava de um conjunto de soluções de números pares. De resolver a incógnita da nossa equação de oitavo ou milésimo grau. Não há raízes no nosso amor, são número cheios de vírgulas, não uma, mas tantas que nem dá para arredondar num resultado aceitável.
Porém, nada há a fazer. Vou continuar este cálculo do qual não me queres ajudar, farei cada passo, usarei os números certos e farei de tudo para encontrar este dito resultado, só espero que não me dê um igual ao teu. És número nulo e cheio de margem de erro.

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