16.9.11

opostos:

Parece, numa forma disforme (própria tua) que as tuas facadas vão se tornando de uma dor minimizadora. Deixaram de ser certeiras, parece ser à toa ou o teu interesse diminui pela minha dor absurda e obsessiva? Talvez porque aprendi a fugir.
Coisas tolas.

 Escrevi pelas minhas linhas tortas todo o teu nome, rasurei livros e sublinhei-te em poemas, poemas surdos e estridentes em palavras aguçadas a quem possui aquilo que não pareces possuir.
Foram linhas e linhas, canetas gastas, dias sem dormir na escrita do nosso guião inanimado. Contos e lendas em fogueiras nunca acesas, futuros distantes e já passados. Fomos crianças e amor é algo nulo e bem presente nesta nossa historia jamais criada, escrita a luz das estrelas onde fiz de ti o meu caderno, o teu cabelo a minha inspiração, a tua boca a minha narrativa e os meus despejos sentimentais e fantasiados. Servi para ti como nada, a tua ignorância visível em luzes nunca acesas tornaram me cega de uma forma que vi o que não era visível.

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