21.1.12

erros:

Calmamente, seguro-te nos meus braços. Sei o erro, a falha e prevejo a queda. Consigo ver as cores do teu mundo, quando te agarro, deste meu modo desajeitado de asas partidas.
Sinto os mares que em ti inventas, o fogo que em ti escondes. O teu macabro preenchido, futilmente absorvido. E respiro em ti as melodias dos dias, agarro-me nesse sonho doentio de passares escondidos de uma virose fora de nós. Sei agarrar-te pelos dedos e perder-te pelas falhas que já ocupaste no meu peito.
Afogo-me gentilmente, nessas ondas dos teus cabelos. Nos teus braços longos, danço ballet, faço piruetas e recupero o voo. No teu corpo pálido, adormeci…
Não acordei, hoje sei. Não vivi porque em ti, me perdi. Fugi do mundo na procura do teu, nesse onde habitavas. Ilusões carregadas de nada que perfeitamente vestiram-me, num azul pálido e transparente de sonhos pesados pelos pecados.
E os erros, moram em ti. Mas são carregados por mim.


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