Tentei correr, naquelas tentativas só vistas em sonhos impossíveis, para te avisar que o nada vale a pena, que o mundo gira por girar mas não para, porem as minhas pernas não se moveram. Quis falar, a voz não saiu, prendeu-se nas cordas vocais em sons silenciosos e fez, vir ao de cima, toda a minha raiva acumulada. Debati-me em mim… queria tanto dizer-te.
Falar de sentimentos para mim, é assim. Uma sensação de sufoco e por isso te escrevo. Digo em silenciosos constantes o que quero dizer-te aos berros, a minha raiva amor…é um mar.
São memórias de ti, a minha raiva. São sentimentos de nós, palavras tuas gravadas, pedaços derrubados de amores. São medos, imensos medos, mares de abraços e da tua pele pálida, do teu sorriso meio tímido, das tuas mãos cheias de nada, dos dias em que me dizes que entendes aquilo que nem a minha mente consegue perceber.
E a minha raiva, contrai-se a isso. Não sei chorar, falar. Sei sorrir e ter raiva… quando partes e eu quero gritar que voltes, mas nada sai.

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