A menina por acaso sabe? Sabe ou não, menina?!
Estas coisas, menina. Estas coisas que nos inquietam. São coisas, coisas e mais coisas...são saudades.
Estas coisas são saudades.
E a menina, tão jovem e catita não sabe, quase de certo, o que é saudades. Ainda é muito pequena para possuir e estas inquietudes. Mas fique a saber, fique a saber que nos destroçam o peito.
As saudades, entorta-nos o corpo. Devido ao peso da alma, devido às lagrimas. Ficamos, assim, marrecos. Quase sem andar. Invejando, apenas, invejando.
Somos seres quebrados, velhos logo à nascença. Não somos, nunca, seres novos. Só em meninos, como tu menina. Sim, já fui como tu, menina. E de tanto correr pelas saudades, fiquei cansado para a vida e agora, mal caminho.
Mas, a menina não percebe destas coisas de gente feia. Pois não, menina?
Ora r‘pariga, vá lá correr. Os velhos não precisam de atenção. As saudades trouxe a presença dos mortos. E cá vivemos, surdos de os ouvir...
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