Senta-te, já não há tempo nem esperança. Consigo sentir o chão a desabar
perante o medo e a pressa do fim, já nada se faz…
Respirar e baixar a cabeça. Perdão? Perdão, sussurro. E sinto o peso de
perder, do descair da vida entre compassos mortos de lagrimas e suspiros. O sentimento
a contrair-me a voz, o corpo, o peito… dói.
Mais do que palavras, que verbos, que uso de escrita exagerada. Dói…
Este silêncio já não é nosso. Foi morar noutro lugar, longe daqui.
Pedir perdão, todas as noites, sentada no chão a sentir o mundo desabar.
Amas-me? Sinto pena, tanta pena. Por não estares aqui, enquanto, o mundo
descaí.
Caí e quebrei todos os pedaços de mim. Dói…
Sou fraca, perdão.

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