22.8.12

pedaços:


Não seremos nada, nesta redução a pó. Que nos extingue num ser minúsculo e complexo… como células irrequietas ao teu beijo mais calmo, as vibrações de um ser fascinante e que me deixou o amanhã de não voltar.

Virei algo sem simbiose. Repleta de cicatrizes preenchidas a tinta, outras até nada visíveis.

Porque não? Porque deixou de ser correto, esta expectativa alta de voar sem asas. Esta vontade descabida de saltar sem para-quedas.

Não é medo de morrer… apenas de não ires junto. Se o fizer a minha mente estará certa que o fim será o início da minha salvação. Com o teu rosto preenchido em tons de sépia, como se…

Como se de uma memória te tratasses.
Perdoa-me, não me esqueço de ti.

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