Amanhã ele vai chegar, segurar o mundo nas redondezas profundas do seu ser.
Pestanejar sem ver as confusões repletas dos segundos que pequenos deram horas
de esperas longas.
Quem sabe, ele não saiba ver os tamanhos escritos á volta do teu coração,
ele não vai ler mentes mas sim os recitais da tua alma, sempre obscura e
bailarina de poemas mortos saídos da sua alma.
E como se não bastasse, ele não irá amar. Será a chuva fria sobre o quente
de um corpo perdedor, de um sonho meio desfeito e meio deixado sob a taberna de
um bar. Segundo ofendidos por não terem tocado a musica da sua surdez.
Amanhã ele vai chegar, segurar-te a ti. Doente, inconsciente sobre as
falhas consequentes do teu amor. Vai-te beijar a testa e dizer “adeus meu amor”

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