Saberás que a alma se despiu no complexo do ser, que os poemas foram mortes
da alma de alguém. Como a tua…
Essa tua, já vivida e cansada. Sentada na esperança que os nossos olhos se
mostrem mundos e as nossas pernas sejam longas chegadas e breves partidas. E eu
saberei, que o meu norte será perdido se a tua alma não se mantiver. Peço demais,
sei eu…
Sempre que vejo, a força da tua alma ceder á decadência do teu corpo. Rezo um
pouco, só um pouco para quem saiba Ele não te leve de mim, como levou de nós
outros pedaços.
E morreremos sem saber que morremos muitas vezes e que estas flores que pousamos,
são pousadas, somente, sobre a memória e que na nossa pele estão camadas de
luto a resguardar-nos a alma.
Essa que, se corrói pelo orgulho por não termos dito “obrigado”, onde o
tempo passou e nos envelheceu, onde fomos egoístas e fúteis, quase inúteis sobre
este sentimento de culpa por não termos amado a tempo o que a vida deu-nos de
melhor.
Não há, retomo. A vida levou-nos a melhor, porém rezo… com o pouco que
resta, que te mantenhas aqui

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