5.11.12

caixões:


Saberás que a alma se despiu no complexo do ser, que os poemas foram mortes da alma de alguém. Como a tua…

Essa tua, já vivida e cansada. Sentada na esperança que os nossos olhos se mostrem mundos e as nossas pernas sejam longas chegadas e breves partidas. E eu saberei, que o meu norte será perdido se a tua alma não se mantiver. Peço demais, sei eu…

Sempre que vejo, a força da tua alma ceder á decadência do teu corpo. Rezo um pouco, só um pouco para quem saiba Ele não te leve de mim, como levou de nós outros pedaços.

E morreremos sem saber que morremos muitas vezes e que estas flores que pousamos, são pousadas, somente, sobre a memória e que na nossa pele estão camadas de luto a resguardar-nos a alma.

Essa que, se corrói pelo orgulho por não termos dito “obrigado”, onde o tempo passou e nos envelheceu, onde fomos egoístas e fúteis, quase inúteis sobre este sentimento de culpa por não termos amado a tempo o que a vida deu-nos de melhor.

Não há, retomo. A vida levou-nos a melhor, porém rezo… com o pouco que resta, que te mantenhas aqui

Sem comentários:

Enviar um comentário

cenas: