Sinto a tua falta, daquela forma que não sentes, daquele
tipo de saudade chata, de esperar por alguém que se torne um sinonimo de ti, de
mim e de nós. Serei sempre um ser tolo, perdida nas bagagens do que já não
posso rever, um vazio simples por aquilo que não consigo achar. Creio que a
esperança foi encontrada antes de mim, por alguém. Sou um ser vazio meu amor,
mesmo quando deitavas-te na minha cama e dizias a sorrir, num tom que me soava
a mentira e gozo:” apetece-me beijinhos e miminhos”.
Tentei sempre dar-te o mundo, dar-te aquilo que já não
tinha. Quis-te dar a alma para fugir ao meu próprio corpo cansado, ela ficou
aí, mais só. E agora, meu bem, voltas sempre, vais e vens e ficas sempre como
quem mora. E quando partes, o meu corpo cansado implora para que fiques longe
porque agora, só quero sinónimos de ti. Antónimos de tudo o que sou.

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