28.11.13

Sinto a tua falta, daquela forma que não sentes, daquele tipo de saudade chata, de esperar por alguém que se torne um sinonimo de ti, de mim e de nós. Serei sempre um ser tolo, perdida nas bagagens do que já não posso rever, um vazio simples por aquilo que não consigo achar. Creio que a esperança foi encontrada antes de mim, por alguém. Sou um ser vazio meu amor, mesmo quando deitavas-te na minha cama e dizias a sorrir, num tom que me soava a mentira e gozo:” apetece-me beijinhos e miminhos”.
Tentei sempre dar-te o mundo, dar-te aquilo que já não tinha. Quis-te dar a alma para fugir ao meu próprio corpo cansado, ela ficou aí, mais só. E agora, meu bem, voltas sempre, vais e vens e ficas sempre como quem mora. E quando partes, o meu corpo cansado implora para que fiques longe porque agora, só quero sinónimos de ti. Antónimos de tudo o que sou.


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