São leves, cada conjunto de alma pregada ao nada, ao
simbolismo característico de um amor vazio, de um certo conformismo de uma alma
que morreu nova.
Meu anjo, já foste electricidade, alma viva de uma
primavera, uma melodia de piano. Eras esse conjunto confuso de emoções e de
tempos perdidos, eras a tua própria liberdade e o futuro vinha todo planeado
como se a tua mente fosse um só mundo, universal e ao mesmo tempo, sem qualquer
redundância.
Ele fez de ti o ser mais amado sem te dar amor, o ser mais
sonhador sem saber dar-te ilusões. Tornou-te bailarina numa audição vazia,
torno-te estrela num lugar onde ele nem via. Foste só tu, nele. Essa tua
criação de borboletas e danças imaginárias, num amor sem chão. Mendigavas sem
sequer ver. Sua tonta.
São leves, cada conjunto de remorso, de lembrança deixada à
deriva, de um amor que nem foi amor. Os pedaços de ti, das danças que já nem
sabes, do sorriso que já não tens.
Sem comentários:
Enviar um comentário