5.12.13

pequeno ser:

São leves, cada conjunto de alma pregada ao nada, ao simbolismo característico de um amor vazio, de um certo conformismo de uma alma que morreu nova.
Meu anjo, já foste electricidade, alma viva de uma primavera, uma melodia de piano. Eras esse conjunto confuso de emoções e de tempos perdidos, eras a tua própria liberdade e o futuro vinha todo planeado como se a tua mente fosse um só mundo, universal e ao mesmo tempo, sem qualquer redundância.
Ele fez de ti o ser mais amado sem te dar amor, o ser mais sonhador sem saber dar-te ilusões. Tornou-te bailarina numa audição vazia, torno-te estrela num lugar onde ele nem via. Foste só tu, nele. Essa tua criação de borboletas e danças imaginárias, num amor sem chão. Mendigavas sem sequer ver. Sua tonta.

São leves, cada conjunto de remorso, de lembrança deixada à deriva, de um amor que nem foi amor. Os pedaços de ti, das danças que já nem sabes, do sorriso que já não tens.

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