25.2.14

José Luis Peixoto

"Entre mim e o meu silêncio há gritos de cores estrondosas e magias recortadas dos sonhos que acontecem naturalmente. Eu sou a cama onde me deito, todas as noites diferente, eu sou o sorriso estridente dos pássaros no céu todo, eu sou o mar, o oceano velho a abrir a boca numa gruta que assusta as crianças e os homens que conhecem o mundo. Eu sou o que não devia ser e rio, rio, rio, porque sou puro, porque sou um pouco da alegria, porque mil mãos e dez mil dedos me percorrem o corpo e me beijam. Entre mim e o meu silêncio há uma confusão de equívocos que não entendo e não admito. Sou arrogante, porque sou do país em que inventaram a arrogância. Sou miserável. Que sei eu? (...)"


Isto define-me 

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