21.2.14

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Casa. É como estar em casa. Os passos leves de bailarina a surgir como se nunca tivessem desaparecido do compaso do coração, aquela ilusão meio óptica e meio afônica de um jogo perdido e ganho nos sentidos nulos da vida.
Ah amor, como senti a tua falta. Esta arritmia descontrolada de um amor sem controlo, esta sede insaciada de palavras e inconstância de ser, as borboletas no estômago perfeitamente embriagado, o sorriso impulsivo num rosto inteiramente devastado. 
Meu deus, as tuas mãos, o teu cheiro a tabaco, o teu rude ser a passar pela minha alma sem qualquer aviso, sem um anti-vírus que o travasse. 
Estou em casa. E vivo só de voltar.

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