3.2.14

Saudades:

E agora que me fui? Que sai dessa cama onde dormes sozinho, dessa tua vida sem caminho, dessa tua tristeza já sem chão? Qual é a tua sensação de não ser mais aquela com que não sabes estar, a qual não queres amar, a saudade que matavas como uma gota nunca tira a sede? Quem é aquela que vai sempre amar-te sem dizer, que te vai atender quando o álcool falar mais alto do que tu, quando a tua desgraça for superior à tua actuação? Então meu amor? 
Para onde foi a tua resposta sempre pronta, a tua implicância por não ser como a outra, a tua procura de mim nas outras que vês por aí. Qual é a sensação de veres-me sorrir e de agora teres percebido que amei-te mais do que qualquer ser na tua podre vida? Exacto. Permanece nesse silêncio. Até sempre. 

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