Ah, invejo-te. Esse teu corpo coberto de cores alegres, a alegria, a liberdade. Não há liberdade, nem alegria pois não? Apenas cores alegres que aos poucos se tornaram escuras, mundos de luz e submundos em ti. Escuro e mais escuro e uma certa tendência meio incrédula para o errado. Liberdade? Esses campos de sol, risos e mar. E a minha mãe. A tua mãe. Como te atreves a vir aqui e fazeres me viver tudo de novo? És um eu fora de mim, o mesmo erro, o mesmo sarcasmo a correr nas veias. E um dia, um destes dias, verei em ti tudo o que vejo em mim...
Irresponsável, continua igual e o teu corpo vai cheirar à decomposição da tua alma, à morte... A tua morte nesse corpo certo de tentar esconder os erros com os risos de estúpido ser. À tua tendência para o abismo, a vontade de liberdade que não há. Vives uma vida presa em tudo e no fim morres preso ao nada. Sempre assim, vida imunda. E eu em ti, nesta vida sádica. Foge.
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