30.6.14

Não digas nada que a morte já vem só, nasce sempre no silêncio e morre-se mudo. E a vida? A vida mata aos poucos aqueles que amavam em duplicado, aquele que colam as almas e sufocam os reflexos da solidão, a dependência e a exigência de uma vida cônjuge em que a vida persiste. A vida grita amor e a alma morre, morre a voz, morre o poeta e a criança que teima em não querer ser igual. Morre o " eu", nasce o " nós".
Não digas nada porque hoje acordei e a vida gritou que a morte avisou que me perdi em ti, que me esqueci do poeta, que me esqueci da criança, que me esqueci de mim. Porque por ti matei a minha voz. Por ti, dei permissão ao silêncio e a minha alma exigia em gritar.

Sem comentários:

Enviar um comentário

cenas: