23.9.14

A chuva:

Há o sentir e o desistir de sentir, entre as característica básicas de que o ser humano tem que sentir algo momentâneo e crucial. Disseste que não, que não devia amar-te, que o lógico dos lógicos e segundos todos os teus cálculos infindos eu deveria amar outra alma, um amor correspondido na base do ser e do saber e não apenas algo supérfluo.
Há algo mais, nessa tua forma amena e no fundo raivosa de falar, quase que implorando que me desfaça das tristezas e apenas partilhe as alegrias... Não quero amar-te. Mas amo-te tanto.
E não há nada matemático ou na base da pele, esta-me entranhado nas entranhas de algo que fui e ainda sou, algo gasto mas sem desgaste de esperar que num dia de chuva chegues e fales que não há mais nada certo do que amar sem se saber o quanto se é amado.
Amo-te tanto, que morri a esperar.

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