E há os anos de um suspirar de uma alma perdida, o cansaço da vivência da mentira, do tempo do rancor e da infância sofrida.
Quantas vezes traíste?
E nunca houve resposta, porque nunca foi feita a pergunta. Existe sempre a culpa de quem sabe e que numa vida omite. Há horas, raiva, medo... por isso, quantas vezes traíste e enganaste todo o meu ser? (...)
Quantas vezes traíste?
E se a vida tirou, a vivência da tua vida tirou, toda a minha hipótese remota de amar? E se me perdi no medo e nunca mais me encontrar? E se...
Há os medos e os horrores. Os meus medos dos amores criam a raiva pressentida e controlada em cada músculo minúsculo do meu ser. Ora, tu melhor que ninguém mostraste-me os puros dos egoísmo, o sarcasmo da palavra "amo-te", o múltiplo troco do amor pelo desejo, pelo esquecimento desta vida que bem vejo não te fazer feliz.
Mas graças a deus, existe os meus horrores. A morte, a morte de uma mãe, a loucura de um sorriso pouco convicto da verdade, o esquecimento diário de uma vida presente.
quem és? quem sou?
A ela dedico-lhe todos os meus horrores. Todos os momentos, a tristeza profunda de já não caber no seu colo, de não ser mais um motivo de lhe cansar a voz. A ela lhe agradeço, pelo amor mais simples e puro, pela amizade e cumplicidade..." Carochinha" dizia. E o meu mundo cabia-lhe na mão e eu? Eu não sabia.
Sem comentários:
Enviar um comentário