Ora carocha. Meu ser mais pequeno...vivo na loucura dos tempos, na loucura dos dias perdidos que nos escapam pelas frechas das portas, como um corpo caído na água que não soube voltar mais. Como aquela canção que o esquecimento não me permite retomar, deixarias-me tu retomar?
Deixarias?
Sei tanto do mundo, que dele não sei nada. Sei tanto dos tic tac's do relógio que me deixei ir pelo tempo.
Meu ser mais pequeno, nunca falei-te de amor porque nunca o soube amar. Está constante no presente e no futuro, no brilho dos seus olhos sem vida, são só 10 segundos? Sim? Só para relembrar, daquele jeito que ele sorria, da forma que ele falava no seu tom de gozo mais amado.
Da forma que ele dizia " diz ao mundo que hoje não voltamos".
Ora carochinha, logo tu, cheia de bailarinas e melodias de piano no ouvido. Logo tu que tocas as paixões do mundo, não soubeste nunca que a loucura que vivi é mais desconcertante do que a loucura que vivo.
Diz ao mundo que hoje não volto. Talvez só amanhã.
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