11.11.15

Sem ti.

Vou te escrever porque sei que nunca leste este blogue feito de ti. Sim, de ti. És a lembrança exagerada em cada palavra minha escrita, em cada revirar da história.
Quero que saibas que amo te como ninguém e  que também amei cada ser que pela minha vida passou. Tu és, no entanto, aquele amor altruísta e masoquista que teima em voltar e assombrar a minha memória.
Esqueci me sem dúvida do palavreado refinado que te costumava oferecer,  a minha escrita virou mais bruta como toda a nossa relação entre pedidos e deixas.
Quero que saibas que nunca te disse nada. Que insisti da melhor forma que pude, que não gritei as paredes e que desta vez ainda não chorei.
Não amor, desta vez deixo te ir sem a certeza se irás voltar, não vou rezar hipocritamente a um deus que deve ter muito mais a escutar.
Não vou sequer,  ouvir a tua música de bossa nova, ou rap novo que publicaste no Facebook... talvez tenha surgido alguém que te mudou os gostos e sei que não fui eu.
Enfim venho te escrever aqui para não ter de desistir do meu orgulho e ligar te, gritar te num modo surdo que sinto a tua falta de uma forma dolorosa mas pacífica,  que continuas gravado e amado a qualquer hora do dia. Quero que saibas que onde tu fores, eu ficarei cá, não vás decidir voltar.

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