Deitei-me no chão porque é no chão que a visão turva. É no chão que percebemos que afinal podiamos perdoar.
Sofri de uma neurose que me fez do rir do tacto das tuas mãos. Criei mil formas e bailarinas no chão onde estou hoje.
Já vivi desamores no chão que moro. Já te vi ir e aqui te vi a não voltar.
És o meu passado do Natal. O meu futuro por construir. Estás guardado como porcelana no armário. Quem sabe um dia a gente expõe. Amores frágeis não damos a qualquer um.
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